sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Arriba da Praia do Forte Novo em Quarteira

Legenda: Arriba da Praia do Forte Novo

Legenda: Arriba da Praia do Forte Novo com vista para Quarteira
As questões do âmbito do património ambiental encontram igualmente importância neste blog. É dado adquirido (ou devia), que a salvaguarda do "Espírito do Lugar" cada vez, mais é fundamental para as sociedades. Ao ponderar acerca desta matéria, focando principalmente na problemática do Forte Novo, podemos concluir que a zona ao longo de quase 50 anos tem sido constantemente alterada. Esta situação cria mudanças abruptas na memória colectiva e sentimentos de pertença para com o lugar, logo não é de estranhar que o ICOMOS - Internacional Council of Monuments and Sites tenha esta questão do spiritus loci tão desenvolvida.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Planta de Quarteira - 1934

Legenda: Planta de Quarteira, 1934

"Interessante (e rara) esta planta de Quarteira, datada de 1934. O original é um desenho a tinta da china sobre tela.
À escala 1/1000, esta planta revela-nos um fragmento do tempo de Quarteira.
A actual Rua 25 de Abril era designada por "Rua Direita" e a Rua Vasco da Gama era designada por “Rua Direita da Praia“; a pequena Rua do Morgado é o que resta do “Caminho de Boliqueime“ e o Largo dos Pescadores era designado por “Largo da Atalaia“; a Rua Engº Duarte Pacheco era designada por “Rua do Correio“.
Em frente à praia, onde hoje se encontra a Praça do Mar, havia um campo de ténis.
A zona dos “Cavacos“ era ocupada sobretudo por lavradio e figueiras.
São assinaladas “cabanas de alvenaria com cobertura de junco“ e "cabanas só de junco“.
Na envolvente do Mercado é assinalada a existência de um “Forte em Ruínas“.
Pouco resta desta Quarteira de 1934 e é pena que o pouco que resta vá sucumbindo à voracidade do tempo, sucumbindo assim também a nossa memória colectiva."
in, Atelier Pedroso, Fevereiro de 2010

Este é um registo inestimável que o o Sr. Arq. João Pedroso colocou no seu blog "Atelier Pedroso" e que lança um olhar penetrante na configuração "urbana" de Quarteira no ano de 1934. Deste modo, o Testemunhos de Quarteira considerou ser de bom gosto dar mais ainda a conhecer este tópico.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ruínas do Cerro da Villa em Quarteira.

Uma certeza temos, este território por volta do século I d.C era ocupado pela máquina militar e económica romana. O que torna as ruínas do Cerro da Villa um dos grandes exemplos da ocupação romana no Algarve e sem dúvida um dos sítios mais importantes. Espero ansiosamente por novas "revelações" oriundas do local arqueológico, quem sabe numa fonte epigráfica possa estar a resposta para o enigma do nome desta terra no período romano.

"Chumbada" ao Estilo Romano...

Trago até vós aquilo que podemos considerar como uma "chumbada" do período Romano, que terá sido utilizada em redes de pesca. É certo que existem em configurações diferentes, algumas mais pequenas e semelhantes às de chumbo utilizadas actualmente. Este artefacto foi encontrado pelo arqueólogo náutico Quarteirense Felizardo Pinto, que gentilmente permitiu tirar esta fotografia. Lamento não colocar nenhuma fonte disponível, mas devido à vivência anterior com artefactos do género posso com grande certeza afirmar esta ideia. Contudo, este blog está sempre disponível a discussão das matérias aqui apresentadas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

LIFE Magazine - Parque de Campismo de Quarteira em 1964


Legenda: Capa da Revista LIFE de Outubro de 1964
Legenda: Parque de Campismo de Quarteira 1964
Legenda: Pequeno excerto da Revista LIFE
Uma maravilhosa surpresa, a conceituada LIFE Maganzine no número 17 de Outubro de 1964, faz alusão ao parque de campismo de Quarteira e da facilidade que era passar férias numa tenda. Podiam ser alugadas por 4 dólares por dia sem direito a refeições, menciona que por um custo mais reduzido era possível encontrar outro tipo de acomodações.* Em 1964 o fenómeno turístico na Praia de Quarteira estava no seu principio, contudo ecos dessa realidade emergente chegam à Revista Life.

*Life Magazine, Europe`s best travel Bargain, TimeInc, Vol.57, Nº17, 1964, pp. 1-65

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Povoado Neolítico da Praia do Forte Novo em Quarteira

Legenda: Vista geral do sítio arqueológico e fossa.
Para quem nunca suspeitou, que a zona de Quarteira fosse local de movimentações humanas ancestrais, aqui está a prova de um povoado Neolítico na Praia do Forte Novo. Segundo os Arqueólogos Leonor Rocha e Pedro Barros - técnicos do IGESPAR - a existência de certos materiais como cerâmicas com decoração mamilada, vasos e taças carenadas e com fragmentos de perfurações e ainda uma ponta de seta em sílex, colocam este local no Neolítico médio e final.*

No dia 17 de Fevereiro de 2010, devido aos mau tempo que se fez sentir, grande parte dos níveis onde decorreu esta escavação foram postos a descoberto. Para os mais curiosos, convido a irem dar uma vista de olhos. Só uma vista de olhos, é crime levar artefactos de cariz arqueológico para casa, há que alertar sempre as autoridades competentes no caso de descoberta.

* al-ulya, Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé, Loulé, nº7, 1999, pp. 19-22

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Terramoto de 1755 - Maremoto em Quarteira

Este vídeo permite-nos ter uma noção do que poderá ter sido este grande cataclismo, que levou a destruição ao Portugal do século XVIII e nomeadamente ao litoral Algarvio.
Neste processo, Quarteira não foi esquecida.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Fragmento de Tegulae (Telha Romana) Praia do Trafal

Tegulae ou telhas eram feitas de argila e, colocadas em moldes que ainda com a argila húmida eram retirados, colocados num forno para secar e endurecer. Há que mencionar que todas as telhas e até tijolos recebiam a marca com o nome do fabricante e do Imperador vigente.*

Neste breve video, o Prof. Doutor João Pedro Bernardes, especialista em arqueologia romana explica a funcionalidade destas tegulae. Contudo, é importante que fique presente a existência de evidencias arqueológicas - como este fragmento de tegulae - relativas ao período romano na Praia do Trafal em Quarteira.

*Macaulay. A Cidade Planificação e Construção de Uma Cidade Romana, pp. 24

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Centro Histórico de Quarteira II - Imóveis do C.H

Este conjunto de imagens mostra os vários edifícios que formam o conjunto a que podemos chamar Centro Histórico de Quarteira. Estes imóveis não se encontram inventariados, logo sem protecção legal.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Centro Histórico de Quarteira - Consagrado em Diário da República.

"No Diário da República, 2.ª série — N.º 41 — 27 de Fevereiro de 2008, podemos encontrar esta informação muito interessante. Afinal alguém "reconheceu" a existência de um Centro Histórico em Quarteira, embora o que realmente interessa é a inventariação dos imóveis e respectivas delimitações do centro histórico. Veremos o desenrolar desta situação que tanto aflinge os Quarteirenses."
in, Café da Avozinha, 2009

Uma rápida inventariação pode salvaguardar os imóveis que se encontram com sérias patologias. Porque o acto de inventariar, alerta a quem de direito para a emergência de serem efectuadas intervenções.

Testemunhos de Quarteira - Em defesa da sua herança cultural!

Hoje é o principio de uma dinâmica, que trará à luz do dia a grande herança cultural da Cidade de Quarteira. Justifico esta acção, como sendo o momento fulcral para dar a conhecer "aqueles" que contribuíram para esta grande realização que é a terra de Quarteira. De pequeno povoado Neolítico, passando a unidade produtiva em época Romana, evoluindo para reguengo em época Medieval e dando um salto até 1916 ano da sua instalação como Freguesia, vários serão os períodos aqui tratados.
Como Quarteirense, considero que este espaço na Internet será um dos maiores contributos para a perpetuação da memória colectiva deste povo e fará jus à sua História.

SÓ SE PROTEGE AQUILO QUE SE AMA E, SÓ SE AMA AQUILO QUE SE CONHECE.