terça-feira, 6 de julho de 2010

Sepultura Romana Praia do Trafal (loulé Velho) em Quarteira - IV (Afinal algo está a ser feito!)

Afinal, algo está a ser feito relativamente à Sepultura Romana encontrada na arriba da Praia do Trafal em Quarteira.
É com agrado que tomei conhecimento que finalmente as autoridades competentes neste domínios da arqueologia se prenunciaram acerca desta questão. Comento este texto não com a finalidade de retirar crédito algum da descoberta da sepultura romana na praia do Trafal efectuada por mim, mas para mencionar que a sepultura foi encontrada graças ao olhar atento de um estudante do curso de Património Cultural da Universidade do Algarve e não por banhistas. Aqui no Testemunhos de Quarteira podemos observar vídeos que acompanham a degradação que a sepultura tem sofrido desde do momento da sua descoberta. Por último espero que a intervenção seja rápida para que se consiga recolher o máximo de evidencias arqueológicas que permitam uma vez mais reescrever ou adicionar novos dados à História de Quarteira que ao longo de anos tem sido tão mal-tratada.

"Esqueleto encontrado numa arriba perto do Vale do Lobo é indício de uma vila romana

Na praia do Trafal, situada entre Quarteira e Vale do Lobo, no Algarve, foi encontrado um esqueleto incrustado na arriba, numa zona referenciada como uma "vila romana". O recuo da linha de costa, acentuado no último Inverno, trouxe à superfície os vestígios arqueológicos do sítio designado por "Loulé Velho".

Os ossos expostos despertaram a atenção dos banhistas. As reclamações que chegaram à Câmara de Loulé levaram o município a propor "escavações de emergência" para preservar, na medida do possível, o património. As entidades com jurisdição na área - Capitania do Porto de Faro, Administração da Região Hidrográfica (ARH) e Igespar - deram o aval. O capitão do porto de Faro, Marques Pereira, disse que as "autorizações estão concedidas" e que fez um despacho na passada sexta-feira, recomendando que se proceda à vedação do local, por uma questão de segurança, quando os trabalhos se iniciarem.

O vereador da Cultura, Joaquim Guerreiro, disse que ainda não teve conhecimento do assunto, mas manifestou "preocupação, pela eventual perda de peças arqueológicas, e o impacto junto dos banhistas". O autarca salienta que o município só tomou a iniciativa de desenvolver este trabalho, "por falta de resposta das entidades com responsabilidade directa nesta área". Os achados arqueológicos encontram-se visíveis a partir da praia, facto que "tem levado a protestos e reclamações". O vice-presidente do Igespar, João Pedro Ribeiro, considera que é um "património que está em risco, por acção do avanço do mar" e que deve ser preservado. Os indícios apontam para a existência de uma "antiga povoação", mas não se trata de uma "área classificada".

Nestas circunstâncias, adiantou, o Igespar vai "disponibilizar uma arqueóloga" para colaborar com as escavações que se irão seguir, ainda sem data marcada, a cargo do município de Loulé.

O local está à mercê da investida de curiosos, daí a necessidade de uma intervenção que registe o que existe, uma vez que não existem meios disponíveis para aprofundar as prospecções e determinar qual a real dimensão e importância da povoação conhecida como "Loulé Velho", que tem vindo a cair aos bocados à medida que o mar avança sobre a terra." in, Público, 29.06.201

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