quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O PRIMEIRO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE QUARTEIRA


José Pires Barroso, nasceu a 5 de Novembro de 1858 e faleceu a 14 de Abril de 1939. Proprietário quarteirense, com propriedades conhecidas, existentes nas imediações da actual Rua Ga
go Coutinho em Quarteira. Responsável pela armação e arte xávega, pertencentes a Francisco Xavier Leal, rico proprietário de Almancil. Foi o primeiro Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, segundo a acta de instalação da Assembleia de Freguesia e respectiva Junta, este acto teve lugar na sua residência, por inexistência de um edifício paroquial. Esteve à frente dos desígnios da recém criada freguesia, até 1 de Julho de 1922. 


* a Freguesia de Quarteira foi criada em 1916, somente em 1918 se dá a instalação da Assembleia e Junta de Freguesia.

 Sepultura de José Pires Barroso, Cemitério de Quarteira
 Sepultura de José Pires Barroso, Cemitério de Quarteira

Bibliografia:

- Martins, Isilda, Loulé no Século XX, Vol: II, Câmara Municipal de Loulé, Lisboa, 2004, p. 125. 
- 1º livro de actas da Junta de Freguesia de Quarteira, 1918.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

O Impulsionador da Paróquia Civil de Quarteira


O Impulsionador da Paróquia Civil de Quarteira


José Maria de Pádua nasceu em Olhão a 8 de Fevereiro de 1873. O seu pai, médico olhanense do mesmo nome, que se notabilizou igualmente como músico, foi uma figura de elevada proeminência no seu tempo e na sua terra natal.  José Maria de Pádua (filho), seguindo as pegadas do seu pai, completa a sua formação em medicina pela Escola Médico-Cirúgica de Lisboa,  vem a estagiar nas principais clínicas de França, Suíça e Alemanha, na especialidade de doenças cardíacas, pulmonares e em electroterapia. Abre o seu consultório em Lisboa, que lhe permite gozar de uma vasta reputação, sendo considerado um dos médicos mais competentes do seu tempo.
Desde muito novo demonstra ser um fervilhante defensor dos ideais Liberais, levando-o a se filiar no Partido Republicano Português, tornando-se um dos mais dinâmicos propagandistas da República no Algarve. 



Dr. José Maria de Pádua (1873-1924) 

Nas eleições legislativas de 1910, dois meses antes da implantação da República o Dr.Pádua foi o candidato a deputado que arrecadou maior número de votos  no Algarve.
            Em 1911 é eleito deputado às Constituintes, pelo círculo de Silves e alcança o cargo de senador ainda na mesma legislatura. Destacou-se, igualmente enquanto pianista e compositor musical, tendo fundado em 1895, com Ilídio Amado, a primeira Tuna Académica de Lisboa. O médico, músico e político, Dr. José Maria de Pádua morre em Lisboa a 17 de Janeiro de 1924, enquanto testemunho de grande Olhanense, Algarvio e Português. 

            Nos anais da História da Freguesia fica patente o seu esforço na criação da Paróquia Civil de Quarteira, através da proposta feita em 18 de Fevereiro de 1914, passamos a citar: 

" O Sr. José de Pádua Mando para a mesa um projecto, e para o justificar tenho que prestar alguns esclarecimentos ao Senado. Existe no Concelho de Loulé uma povoação denominada Quarteira, com mais de mil habitantes, e que está a 19 quilómetros daquela vila. Ora, o que deseja esta povoação é uma paróquia civil. Não venho pedir um Concelho, notem bem V.Exas, mas tam somente a criação de uma paróquia civil em Quarteira. E como esta justa petição não traz encargos para o Estado, porquanto as autoridades que exercem essas funções nada recebem, quere-me parecer que deve ser atendida. Mando para a mesa o projecto."

            Com efeito, a Freguesia de Quarteira seria criada em 25 de Janeiro de 1916, tendo-se assistido à instalação da Assembleia de Freguesia e respectiva Junta, dois anos depois em 1918. Por infortúnio, Dr. José Maria de Pádua é um nome que caiu no esquecimento da memória colectiva das gentes de Quarteira e, encontra na edição deste jornal um reavivar ou até mais do que isso, uma homenagem, que não lhe fazendo justeza, alivia um pouco a nossa vergonha em termos deixado cair no esquecimento esta notável figura que foi fundamental para a criação da nossa freguesia e identidade enquanto Quarteirenses.














João Carlos Santos

Licenciado em Património Cultural

             

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tentativa de Roubo do Busto do Poeta Pardal

No início da semana, um prevaricador mal intencionado, ainda não identificado pela polícia tentou roubar o busto em cobre em homenagem ao Poeta Pardal situado no parque com o mesmo nome. Enquanto decorria o acto ilícito e que muito nos pesaria se fosse levado a bom porto,  o sujeito foi interpelado por um elemento do executivo da Junta de Freguesia que devido à sua acção rápida recuperou o busto.
O prevaricador colocou-se em fuga. Asseguro-vos que o busto encontra-se salvaguardado no interior das instalações da Junta de Freguesia.

 Busto de Manuel de Brito Pardal "Poeta Pardal"

"Eu ser aquilo que sou...
Muitos não são, querem ser.
Já nasci com este dom,
Não foi preciso aprender."

 Púlpito 

"- Bem podias tu, Pardal,
Casar com a Cotovia!
- Eu podia... mas não quero,
Que ela toda a noite pia!"


Púlpito aproximado

"Trabalho uma vida inteira
Com uma pesca na mão:
Não sei qual é a manera
Que não apuro um tostão."


Manuel de Brito Pardal, nasceu em Quarteira em 1916, faleceu na década de oitenta do século XX. Conhecido como o único poeta popular português que foi pescador, a sua obra foi compilada por J.R. Brazão e é publicada em 1977 com o nome "Em Cima do Mar Salgado".

Foto de Álvaro Tavares

Santos, Manuel, Subsídios Para a História da Poesia do Algarve (Séc. XI - XX), Edição «Voz de Silves» e «Gazeta de Lagoa» 10 de Junho de 2000.

Foram Descobertas as Sapatas da Antiga Central Eléctrica de Quarteira

Na antiga sede da Junta de Freguesia de Quarteira estão a decorrer obras que visam a construção e implementação de um Pólo da Biblioteca de Municipal de Loulé, dotando, finalmente, a freguesia deste tão desejado equipamento cultural. Todavia, ao partirem o chão, mesmo por baixo do espaço correspondente à antiga sala da Assembleia de Freguesia, os empreiteiros deram noticia de terem encontrado duas sapatas as quais foram, imediatamente identificadas e relacionadas com a antiga Central Eléctrica. Estas sapatas tinham como função servir de base estável aos dois motores a diesel que iluminavam, já na altura esta solicitada aldeia turística. 
 Antigas instalações da Junta de Freguesia de Quarteira

Sapata a descoberto


«Iluminação de Quarteira», Ano XXXIII, Faro 15 de Maio de 1952, nº 1798

Uma pequena nota informativa proveniente do Jornal Correiro do Sul, na edição de 15 de Maio de 1952, dá-nos conta de uma avultada quantia para remodelação, ampliação e substituição da rede de baixa tensão da Central Eléctrica. Por ventura, as sapatas podem corresponder a esta intervenção de 1952. Ainda assim, há que notar o relevo que possuía a Junta de Turismo de Quarteira, ao receber esta quantia para o desenrolar das obras, sabendo nós, que na época já a Junta de Freguesia encontrava-se em plenas funções. 

*Seria de bom grado enaltecer esta descoberta com uma placa alusiva à Central Eléctrica, a ser colocada a quando da finalização das obras, para que este local não desvaneça da nossa memória colectiva. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

João Carlos Santos - Jovem licenciado apresentou tese sobre topónimo de Quarteira


João Carlos Santos, jovem quarteirense, pescador, recém-licenciado em Património Cultural pela Universidade do Algarve e, acima de tudo, um apaixonado pela terra que o viu nasceu, juntou-se à festa do 13º aniversário de Quarteira para apresentar o livro “Quarteira, o Topónimo e a Povoação dos Séculos XIII ao XIX”, no âmbito da sua tese de licenciatura.

Este momento contou com a presença de Rosa Mendes, docente da Universidade do Algarve e um dos responsáveis pelo curso de Património Cultural e que falou sobre o percurso académico deste jovem. “O João Carlos Santos é um quarteirense de gema e desde o primeiro dia de aulas fez questão de o afirmar. Foi um excelente aluno, em condições difíceis, já que é filho de um pescador e ele próprio é pescador. Manifestou a vontade de fazer uma tese de licenciatura acerca de Quarteira que está consubstanciada neste livro. O mérito é todo dele”, disse este professor.

O livro é um ensaio sobre a origem do topónimo Quarteira, desde sempre referido como remontando ao período romano e à antiga Carteia, teoria que João Carlos Santos vem contrariar, nomeadamente com as referências a “Quarteyra” no Foral de Loulé, em 1266.

CMloulé [Online]. [Consultado em 13 de Maio de 2011]. Disponível em:  WWW: http://www.cm-loule.pt/noticias/4192/quarteirenses-de-merito-distinguidos-no-13-aniversario-da-cidade.aspx 






terça-feira, 6 de março de 2012

Xávega a 1ª associação cultural de Quarteira

No dia 8 de Fevereiro de 2012 foi criada a Xávega - Associação Para o Desenvolvimento Cultural de Quarteira. O Testemunhos, não podia deixar passar incólume um acontecimento desta magnitude. Esta é a primeira associação cultural a ser criada na freguesia, o que a reveste de um carácter inédito. No entanto, somos levados a questionar os motivos pelos quais só agora, na 2ª década do século XXI, surge uma associação do género. Talvez a necessidade cultural existente na freguesia e nomeadamente na Cidade de Quarteira tenham alcançado níveis bastante elevados, proporcionando o nascimento desta associação. Poderia  explanar mais hipóteses que tenham sido vitais para o surgimento da Xávega, mas algo é certo! A Xávega existe e parece que veio para ficar, para o bem de Quarteitra e dos Quarteirenses. É com imenso orgulho que sou sócio fundador da Xávega. 

*Domingo dia 18 de Março, às 16:00 no Centro Autárquico de Quarteira não faltem à Tarde Cultural.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Estaleiro Casinhas, um local com História

Estaleiro Casinhas, um local com História. "Novo Sistema para a Pesca na Praia de Quarteira." Ano XL, Faro, 13 de Agosto de 1959, nº 2.166.